Lacrimae rerum refere-se à empatia pela tragédia humana. As “lágrimas pelas coisas (dos mortais)” são do herói troiano Eneias ao ver cenas de Cartago destruída pintadas em um mural.
O mesmo espírito se expressa nos ensaios sob esse título pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek. Por trás do trivial, revela o complexo e por trás do fantástico, a estranheza maior da vida normal e real. É uma psicanálise do cinema oposta à de Os Filmes Que Vi com Freud (Imago, 1994), do brasileiro Waldemar Zusman, que reduzia o encanto da arte cinematográfica a diagnosticar patologias nos personagens.
Os cinco textos de Zizek analisam, por prismas lacanianos e marxistas, as filmografias de Krzysztof Kieslowski, Alfred Hitchcock, Andrei Tarkovski, David Lynch e a série Matrix.
Ele discute pormenores de outros filmes, de Casablanca a O Cavaleiro das Trevas e ainda alude à história, política, física, filosofia, religião e Paulo Coelho. Não sem cometer um ou outro deslize (como atribuir as linhas de Nazca aos astecas), mas desvendando significados surpreendentes por trás das cenas.
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